
No topo do mundo, Ninho da Águia reina sobre paisagens espetaculares
Enclave germânico na fronteira austríaca, o “Ninho da Águia” escapou ileso ao bombardeio das forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Enclave germânico na fronteira austríaca, o “Ninho da Águia” escapou ileso ao bombardeio das forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Por entre as ruínas da cidade congelada no tempo, ergue-se, na linha do horizonte, a uma distância de 32 quilômetros, o Monte Vesúvio. Quase dois mil anos depois da erupção que afundou em 2,6 metros de cinzas incandescentes e pedras vulcânicas não só Pompeia, mas também as cidades vizinhas de Herculano, Oplontis, Stabia e Boscoreale, as escavações ainda descortinam com impressionante nitidez a vida nestas autênticas cidades romanas.

Mas as paisagens mudam ao ritmo das estações. E ao ritmo da história. As sangrentas batalhas entre italianos e austríacos, durante a Primeira Guerra Mundial, devastaram o território de Valdobbiadene. E se até os anos 70, a cidade vivia da produção do Prosecco, o vinho era pouco considerado entre críticos e consumidores. Foram os anos 2000 que o consagraram como um dos mais consumidos no mundo. Em 2014, a produção bateu a do champanhe e, segundo o Consorzio di Tutella del Prosecco DOC, espera-se para este ano a produção recorde de 400 milhões de garrafas.

Dependuradas sobre paisagens cênicas na Riviera di Levante, costa oriental da Liguria, as aldeias italianas de Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore integram o Parque Nacional das Cinque Terre. Desafiam os tons cambiantes de azul Mediterrâneo, em casas multicoloridas, verticais, empilhadas umas sobre as outras às bordas dos penhascos.

Frente a frente, elas se desafiam. Hagia Sofia, – Igreja da Santa Sabedoria e a Mesquita Azul dominam a praça Sultan Ahmet, no coração de Istambul, um dia Constantinopla. As duas magníficas obras das arquiteturas bizantina e otomana, – que se rivalizam em esplendor -são abraçadas pelo Mar de Marmara e Corno de Ouro, em cuja confluência com o Estreito de Bósforo, a Europa e a Ásia são apartadas.

Dependurada sobre o penhasco, o vilarejo medieval surge em meio ao vale do Dordogne. Pequenas casas, torres, igrejas, muralhas se agarram em escalada ao cânyon com altura de 120 metros, companheiro do rio Alzou.

Cercam catedrais góticas, abadias, mosteiros, tabernas, casas com frontões, ruas calçadas, fontes públicas e monumentos renascentistas, como a esplêndida Rathaus (prefeitura) do século XVI, que se levanta no centro nevrálgico da mais charmosa e bela cidade da chamada rota romântica alemã. De Wuzburg , no Meno, a Füssen, nos Alpes, essa bela estrada corta a Baviera por espetaculares cenários de castelos, rios, vinhedos, cordilheiras, lagos, com pausa em vales. Pois bem. Rothenburg ob der Tauber é a pausa obrigatória.

Abriga e protege um dos mais significativos conjuntos monumentais da arquitetura peninsular europeia. Patrimônio da Humanidade, o Castelo de Tomar e Convento de Cristo, que foi sede das ordens religiosas e militares dos Templários e, mais tarde, de Cristo, absorvem contribuições artísticas de diferentes estilos, que saltam ao longo de aproximadamente 700 anos de história.

Salzburg, com as suas igrejas, fachadas, parques e fontes, encomendadas pelos bispos nos séculos 17 e 18 em disputa aberta com o esplendor do estado papal de Roma, é uma jóia barroca.