Rothenburg ob der Tauber esbanja charme na Rota Romântica Alemã

Cercam catedrais góticas, abadias, mosteiros, tabernas, casas com frontões, ruas calçadas, fontes públicas e monumentos renascentistas, como a esplêndida Rathaus (prefeitura) do século XVI, que se levanta no centro nevrálgico da mais charmosa e bela cidade da chamada rota romântica alemã. De Wuzburg , no Meno, a Füssen, nos Alpes, essa bela estrada corta a Baviera por espetaculares cenários de castelos, rios, vinhedos, cordilheiras, lagos, com pausa em vales. Pois bem. Rothenburg ob der Tauber é a pausa obrigatória.

Incrustrada no vale do Rio Tauber, rodeada por videiras Silvaner e Müller-Thurgau, as conservadas muralhas medievais de Rothenburg ob der Tauber, erguidas no século XII

Rothenburg ob der Tauber floresceu a partir de 1142, quando  o Rei Conrado III adquiriu a área e mandou construir no ponto mais alto, pairando sobre o rio Tauber, a “Rote Burg”, que significa Fortaleza Vermelha.  Em 1274 cidade livre do Sacro Império Romano,  alçou o maior desenvolvimento no século XV, após a Guerra dos Trinta Anos.

Na Marktplatz,  um dos pontos mais charmosos da cidade, o passar do relógio de certo  edifício com frontão, o Ratstrinkstube – ou Taberda da Câmara Municipal – controla o fluxo de pedestres. A cada sessenta minutos percorridos por esses colossais ponteiros do século XVII,  emergem das paredes que guardam o gigantesco “cuco”, não o passarinho, mas a lenda de  ex-prefeito Georg Nusch, que, no contexto da Guerra dos Trinta Anos (1618-48),  teria salvo a protestante Rothenburg ob der Tauber da destruição em 1631, depois de sua invasão  por tropas católicas.

Dizem que Walt Disney, que para construir o castelo da Bela Adormecida  já teria se inspirado em Neuschwanstein, ao Sul da Baviera, buscou em Rothenburg os detalhes encantados da estória de Pinóquio. São inúmeros. A começar pela arquitetura, as delicadas fachadas e a  atmosfera medieval desta cidade , onde é natal o ao inteiro: ali está “Weihnachtsdorf Käthe Wohlfahrt”, a maior loja de artigos natalinos da Europa, sempre aberta, onde se passeia por um mundo encantado de gentilezas típicas desta época do ano. Cenários tão doces quanto o delicioso  “schneeballen” – guloseima medieval típica , exibida em todas as vitrines de padarias, são “bolinhas de neve’, com massa quebradiça, polvilhadas com chocolate derretido, nozes e marzipã…

Rothenburg ob der Tauber floresceu a partir de 1142, quando  o Rei Conrado III adquiriu a área e mandou construir no ponto mais alto, pairando sobre o rio Tauber, a “Rote Burg”, que significa Fortaleza Vermelha.  Em 1274 cidade livre do Sacro Império Romano,  alçou o maior desenvolvimento no século XV, após a Guerra dos Trinta Anos.

Na Marktplatz,  um dos pontos mais charmosos da cidade, o passar do relógio de certo  edifício com frontão, o Ratstrinkstube – ou Taberda da Câmara Municipal – controla o fluxo de pedestres. A cada sessenta minutos percorridos por esses colossais ponteiros do século XVII,  emergem das paredes que guardam o gigantesco “cuco”, não o passarinho, mas a lenda de  ex-prefeito Georg Nusch, que, no contexto da Guerra dos Trinta Anos (1618-48),  teria salvo a protestante Rothenburg ob der Tauber da destruição em 1631, depois de sua invasão  por tropas católicas.

Rothenburg ob der Tauber esbanja charme na Rota Romântica Alemã

Rothenburg ob der Tauber esbanja charme na Rota Romântica Alemã

Um amontoado de turistas e curiosos se concentram para assistir saltar, da janela lateral do relógio, a figura do prefeito ,que  entorna de um só gole 3,25 litros de vinho, enquanto é observado pelo general  católico Tilly. Trata-se de um tributo ao momento em que o prefeito teria aceito o desafio de bebê-lo de uma vez e, se conseguisse, em contrapartida,  Rothenburg  não seria incendiada. Fato ou boato, a história é motivo para realizar todos os anos a festa “Der Meistertrunk” (o gole de mestre).

Assim, Rothenburg   teria sobrevivido às rivalidades religiosas, que foram base da Guerra dos Trinta Anos,  mas que foi alimentada pelo interesses por  territórios e novos mercados,  constituindo um movimento do Império Sueco e da França contra a expansão da influência e poder sobre a Europa da dinastia dos Habsburgos.  Em 1648, o tratado de Vestáflia pôs fim ao sangrento conflito, um dos mais devastadores da história europeia, que culminou à época com oito milhões de mortes: a França forçou  Habsburgos  a direcionar o seu projeto expansionista em direção ao Império Turco-Otomano.

Texto: Bertha Maakaroun
Imagens: Francois Phillip
Fonte : Flickr/ Wikimedia Commons