Grand Palace, em Bangkok, poder monumental sob a estética do belo

Construídos ao longo de 200 anos, integram o complexo de 218 mil metros quadrados encerrados e circundados por uma alta muralha com perímetro de quase dois quilômetros, além do palácio que constituiu residência oficial da família real por 150 anos, templos sagrados, capelas, galerias, pavilhões, panteão, halls, bibliotecas, edifícios, salões, hall do trono e algumas estruturas governamentais em funcionamento.
Encravado no coração de Bangkok, às margens do Chao Praya, o Grande Palácio, ou Grande Palácio Real de Bangkok, reluz ao longe.

Construídos ao longo de 200 anos, integram o complexo de 218 mil metros quadrados encerrados e circundados por uma alta muralha com perímetro de quase dois quilômetros, além do palácio que constituiu residência oficial da família real por 150 anos, templos sagrados, capelas, galerias, pavilhões, panteão, halls, bibliotecas, edifícios, salões, hall do trono e algumas estruturas governamentais em funcionamento.

Exibem estilos que vão desde a impressionante estética da tradicional arquitetura tailandesa com monumentos que carregam a  herança dos períodos Sukhothai e Ayutthaya a chedis  com pináculos em formato de sinos folheados a ouro.  Um  sincretismo   do estilo tailandês com o chinês e de uma profusão de elementos de culturas asiáticas em algumas edificações se mescla a outras em que salta a fusão arquitetônica tailandesa-europeia como no Grande Palácio. O resultado é uma explosão de cores e mosaicos bordados em madrepérola, que se mesclam e se alternam ora ao dourado, ora ao branco, ao vermelho, ao azul intenso e ao verde e se equilibram em delicadas obras, com profusão de riquíssimos detalhes decorativos, que surpreendem a cada passo e lançam o expectador ao êxtase visual.

Com a construção iniciada em 1782, sob o reinado de Rama I,  fundador da dinastia Chakri, o Grand Palace marca a transferência da capital do Sião, atualmente Tailândia. As  edificações estão distribuídas por três zonas principais, algumas  separadas por jardins e extensos gramados. O Templo do Buda de Esmeralda (Wat Phra Kaeo) – o santuário mais sagrado do país – está envolvido por um conjunto de claustros murados com sete diferentes portões. Separado do alojamento dos reis, – a rigor trata-se de um conjunto contido na estrutura maior do Grande Palácio – ao seu lado estão o panteão e o mausoléu real, bibliotecas, o Phra Si Rattana Chedi (monumento com uma relíquia do Buda) e a Capela do Gandharara Buda.

Grand Palace Bangkok

Em tamanho natural, estátuas de figuras míticas da cultura asiática, como Apsonsis (criatura cuja metade é de mulher e a outra de leoa) folheadas em ouro e incrustradas em pedras coloridas.

Na fachada do templo principal garudas – criaturas que são metade homem e metade pássaro – seguram poderosas najas.

Montam guarda à frente de capelas e edificações estátuas de tamanhos variados que alcançam até cinco metros: têm rosto de dragão e corpo humano e trazem as mãos em repouso sobre uma longa espada.

Circundando o claustro que encerra toda a estrutura do templo principal do Buda de Esmeralda, em sentido horário, 178 painéis dispostos ao longo de galerias descrevem o Ramikian, épico nacional tailandês, derivação do épico hindu Ramayana que trata da vida de Rama, o lendário príncipe do reino de Kosala, na Índia.

Anexo a este mundo mágico, em que mitologia, fé e poder se entrelaçam em exótica  estética do belo, o Grande Palácio guardado por estátuas de elefantes, integra o pavilhão real com o magnífico Hall do Trono. Por longos 200 anos se estendeu a construção deste impressionante complexo, que carrega as marcas da história do Sião e da moderna Tailândia, parte dela retratada  no romance da norte-americana  Margaret Landon, Anna and the King of Siam, publicado em 1994 . Inspirou o roteiro de três filmes, o último deles, de 1999, Anna e o Rei com Jodie Foster no papel da jovem viúva professora de inglês.

Texto:

Bertha Maakaroun

Imagens

Fraçois Phillip

Simon Steinberger

Paul Brockmeyer

Gregg Knap

Ssaint

Fonte: Wikimedia Commons