Na aridez do deserto, mas nas proximidades das terras férteis do Rio Nilo, ergue-se o templo funerário de Hatshepsut, considerado um dos incomparáveis monumentos do Egito Antigo.
Encravado no Vale dos Reis, ao sopé de uma montanha escarpada, margem Oeste de Luxor, o templo de Hatshepsut está separado pelo Nilo daquele que é conhecido por Templo de Karnak, o segundo maior complexo religioso do mundo. Dali, as barcas sagradas de Amon, a consorte Mut e o filho Khonsu partiam, na Antiguidade, para visitar os santuários da Necrópoles de Tebas.


Com uma tumba que desce à profundidade de 30 metros, terraços, pórticos, varandas, câmara das oferendas, capelas dedicadas ao deus Anúbis e à deusa Hathor
Assim como as tumbas dos faraós no Vale dos Reis, a iconografia do templo de Hatshepsut dá grande ênfase à continuidade da vida do faraó em comunhão com os deuses e a sua vitória sobre a morte, demonstração de sua divindade. Pelos terraços, três cenas sobressaem-se e destacam grandes feitos: o transporte de dois grandes Obeliscos erguidos no templo de Amon-Rá em Karnak; a expedição comercial enviada às terras de Punt, atualmente Somália; e o nascimento divino da rainha.
Assim como as tumbas dos faraós no Vale dos Reis, a iconografia do templo de Hatshepsut dá grande ênfase à continuidade da vida do faraó em comunhão com os deuses e a sua vitória sobre a morte, demonstração de sua divindade. Pelos terraços, três cenas sobressaem-se e destacam grandes feitos: o transporte de dois grandes Obeliscos erguidos no templo de Amon-Rá em Karnak; a expedição comercial enviada às terras de Punt, atualmente Somália; e o nascimento divino da rainha.
Assim como as tumbas dos faraós no Vale dos Reis, a iconografia do templo de Hatshepsut dá grande ênfase à continuidade da vida do faraó em comunhão com os deuses e a sua vitória sobre a morte, demonstração de sua divindade. Pelos terraços, três cenas sobressaem-se e destacam grandes feitos: o transporte de dois grandes Obeliscos erguidos no templo de Amon-Rá em Karnak; a expedição comercial enviada às terras de Punt, atualmente Somália; e o nascimento divino da rainha.
Embora quase 1.500 anos antes, Sobekneferu seja considerada a primeira mulher faraó do Egito Antigo, o reinado de Hatshepsut está entre os mais bem-sucedidos pela prudência, longevidade e sabedoria com que conduziu os negócios do estado a partir de 1478 AC, quando primeiro assumiu o trono como regente ao lado do enteado Tutmés III, de apenas dois anos. Em princípio, testou as suas alianças e os limites impostos às mulheres pela sociedade egípcia, que inclusive impediram-na, por ocasião da morte de seu pai, de assumir o trono. Fortaleceu-se em apoios junto aos sacerdotes, antes de proclamar-se primogênita do deus Amon, a sua substituta na Terra. Na comunhão entre o divino e o poder do rei assegurado por aquele estado teocrático, a partir de então Hatshepsut assumiu o poder absoluto e passou a se apresentar como faraó, adotando o costume exclusivo da barba postiça – que tinha o mesmo significado da coroa para os reis.
Em seu reinado, promoveu a inovação administrativa, inúmeras obras arquitetônicas e a expansão comercial do Egito. Para proteger postos fronteiriços, quando necessário, realizou campanhas militares contra a Núbia ao Norte e também contra a cidade de Gaza, na Palestina. Diz o ditado egípcio que o mundo teme o tempo, mas este, tem medo das pirâmides. Milênios se passaram até que a arqueologia reabilitasse perante a história Hatshepsut, a filha de Amon. Mas ao passar pelo Vale dos Reis, diante do templo da rainha fararó, Mário Quintana terá a palavra: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente…”
Texto: Bertha
Imagens: Andrew Alberto Grovi
Fonte : Wikimedia Commons